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A questão do transporte público o Brasil

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Resolvido A questão do transporte público o Brasil

Mensagem por Mariana Mendes em Qui Set 05, 2013 10:42 am

Problemas e desafios do transporte público urbano

    Um dos direitos fundamentais das pessoas é o de ir e vir. No entanto boa parte das metrópoles brasileiras não tem conseguido viabilizar esse direito de forma satisfatória. A (i)mobilidade das metrópoles, com exceção de algumas regiões metropolitanas, aplica-se quase uniformemente. São Paulo e Rio de Janeiro, por suas dimensões, mostram-se como os piores casos no Brasil.

    As metrópoles brasileiras cresceram muito rápido no período de 1930 a 1980. Elas expressavam a mudança intensa pela qual passou a economia brasileira, brdeixando de ser agrária-exportadora para industrializada. A mudança da matriz econômica caracterizou-se por intenso movimento migratório campo-cidade. O Brasil agrário torna-se o Brasil urbano.

    De outro lado, uma das estratégias adotadas para desenvolver o setor industrial no Brasil foi priorizar a indústria automobilística. A produção de automóveis envolve a expansão e a consolidação de diversos setores econômicos (produção de insumos, combustível, desenvolvimento do mercado de crédito e financiamento etc.).

Transporte individual x coletivo

    Mas tudo tem um preço. E o preço que pagamos foi caro. O automóvel individual foi prioridade dos investimentos em mobilidade urbana (e em boa parte dos casos ainda é). Túneis, vias expressas e investimentos correlatos superaram aqueles dedicados aos diferentes modais (como o ferroviário). Mesmo no modal rodoviário, do ponto de vista de espaço ocupado nas vias públicas, os automóveis tiveram prioridade, na maioria das vezes, em detrimento dos ônibus.

    A intensa migração, o encarecimento dos terrenos centrais, mais bem situados (levando-se em conta o transporte deficiente), e demais fatores criaram incentivos para a configuração espacial das nossas metrópoles: as classes de menor poder aquisitivo acabam por se concentrar nas periferias. Lá os preços dos terrenos são menores, compensando a baixa acessibilidade e a insuficiência de infraestrutura.

    Ou seja, a classe com menores condições reside distante dos locais de emprego, consumo e entretenimento. Além disso, essa classe depende de transporte público pouco eficiente e de baixa qualidade, pois este não foi priorizado ao longo de décadas. Mais ainda, quando membros dessa classe conseguem obter crescimento de renda e acesso a crédito, desprivilegiados que são em sua mobilidade, têm como principal impulso a aquisição de automóveis. Isso, por sua vez, somente agrava ainda mais o quadro de engarrafamentos em massa das metrópoles.


Problemas no transporte público
    A origem da ineficiência e do alto custo do transporte público no Brasil está relacionada, principalmente, ao processo de urbanização e de industrialização tardia do país.

    O transporte público no Brasil sempre foi alvo de muitas reclamações ao longo do tempo. Na maioria das vezes, as queixas referem-se ao fato de os veículos estarem sempre lotados, às condições ruins dos carros e à baixa qualidade dos serviços prestados. Tais problemas somaram-se à insatisfação popular com o aumento das passagens de ônibus em algumas capitais do Brasil nas últimas semanas, o que culminou em uma série de protestos que vem sendo realizada na maior parte das capitais estaduais.

    A insatisfação da população com o transporte coletivo nas cidades brasileiras, no entanto, não é uma questão recente. Pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2011 e 2012, revelaram um quadro negativo, com avaliações classificadas como “péssimas ou ruins” ultrapassando os 60%.

    Mas de onde surgiram os problemas relacionados ao transporte público no país?

    Para responder a essa questão, é preciso compreender a lógica da urbanização brasileira, que se estruturou a partir da lógica dos países subdesenvolvidos, baseada em uma industrialização tardia e acelerada a partir da segunda metade do século XX, mediante a importação de tecnologias dos países desenvolvidos e com a instalação de empresas estrangeiras.

    Esse processo de industrialização acelerada das grandes cidades contribuiu para a ocorrência de um igualmente acelerado processo de urbanização. Além do mais, tal fenômeno ocorreu de forma concentrada na região Sudeste, atraindo uma considerável parcela da população de outras regiões, sobretudo da região Nordeste. Para agravar, o processo de mecanização intensificou aquilo que se chama por êxodo rural (migração em massa da população do campo para as cidades), favorecendo ainda mais o excesso populacional das metrópoles (metropolização).

    Esse verdadeiro exército de trabalhadores que passou a habitar as grandes metrópoles brasileiras a partir da segunda metade do século XX não encontrava boas condições de moradia. Como no capitalismo a terra é uma forma de mercadoria, os terrenos das grandes cidades sofriam com um alto grau de valorização, o que dificultava a permanência das classes menos abastadas nas regiões centrais das cidades.

    Essas pessoas não tinham outra opção a não ser procurar por moradia em zonas segregadas e afastadas das regiões centrais, periferias que nasciam em função do crescimento desordenado do espaço urbano. Somam-se a isso os processos de favelização e de condição de rua de boa parte dessa população.

    Apesar de a maior parte dos habitantes das grandes cidades residir em zonas periféricas e afastadas, era nas zonas nobres e centrais que as principais ofertas de emprego concentravam-se. Isso porque essas regiões historicamente concentraram os investimentos públicos e privados em infraestrutura e serviços, revelando uma contradição inerente ao capital.

    Os trabalhadores, portanto, passavam a ter de se deslocar grandes distâncias de suas moradias até os seus locais de trabalho ou para ter acesso a determinados tipos de serviços, como hospitais, escolas, entre outros. E, para isso, precisavam de transporte.

    No entanto, não houve nenhum tipo de preocupação das administrações públicas municipais, estaduais e federal em empreender uma política de massificação e melhoria dos transportes coletivos urbanos. Pelo contrário, o que se viu foi uma política de municipalização – oficializada na Constituição de 1988 – que descentralizou as ações e deixou a qualidade dos serviços à mercê das prefeituras das cidades. Além disso, praticamente todos os municípios terceirizavam o serviço para empresas privadas que, buscando o máximo lucro, realizavam o serviço de forma a gastar o mínimo possível.

    Nos últimos anos, ao passo da ineficiência do sistema público de transporte, houve incentivos do governo federal em aumentar o consumo de carros populares, o que não foi acompanhado por uma política de mobilidade urbana. Com isso, além de ônibus lotados, assistiu-se também a trânsitos congestionados mesmo em cidades com número de habitantes relativamente baixo.

    Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que a questão do transporte coletivo é também uma questão de saúde pública, uma vez que um transporte eficiente diminuiria o número de carros nas cidades, diminuindo também os índices de poluição, acidentes, inatividade física, entre outros.

    Portanto, para se modificar e realizar melhorias no transporte público no Brasil, é preciso repensar a questão da mobilidade urbana e democratizar o acesso às cidades, para que a necessidade de deslocamento em longas distâncias diminua. Além disso, é preciso repensar a política de investimentos em transporte público, modernizando-o e garantindo o seu acesso à população, pluralizando os meios de transporte para além do ônibus, com a instalação de veículos como trens, metrôs e ciclovias.


Redação

Para um melhor desenvolvimento populacional

A população brasileira cresce desordenadamente nas metrópoles, principalmente no Sudeste. População essa, que está cada vez mais insatisfeita com o que é oferecido quanto as políticas públicas, com isso vão as ruas do país cobrar seus direitos. Um desses é o transporte público, que foi o primeiro motivo de manifestações nos últimos messes.

Nas grandes cidades, principalmente, os cidadãos precisam de opções para deslocamento, mas os transportes públicos deixam a desejar, além de ter uma cobrança de taxa não condizente com a população, são poucos. Em São Paulo, por exemplo, a maior cidade brasileira conta com congestionamentos diariamente, e com o transporte público de qualidade isso pode diminuir melhorando a vida dos que lá vivem.

Com a diminuição da frota de carros de passeio e mais transportes públicos não existiriam mais tantas reclamações de quem chega atrasado ao trabalho ou à escola. Algumas pessoas desistem da vida de estudante por não ter condições de ir e voltar diariamente, por pagar caro. Além disso, quanto menos carro, mais saúde, pois diminui a poluição, e dióxido de carbono contribuído para o efeito estufa.

Diante do exposto,  um meio de condução é necessário, é preciso mais investimentos, responsabilidade e mais compromissos com os brasileiros. É direito do cidadão, e quanto mais barato, mais pessoas terão acessos aos serviços, contribuindo assim para um desenvolvimento melhor da população.

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Resolvido Re: A questão do transporte público o Brasil

Mensagem por richardson gutemberg em Sab Set 07, 2013 8:24 pm

Redação

[1]Para um melhor desenvolvimento populacional
1ª O título poderia deixar mais claro o tema e a posição do texto.

A população brasileira cresce desordenadamente nas metrópoles, principalmente no Sudeste. População essa[,] que está cada vez mais insatisfeita com o que é oferecido quanto as às políticas públicas, com isso vão as às ruas do país cobrar seus direitos. Um desses é o transporte público, que foi o primeiro motivo de manifestações nos últimos meses.

Nas grandes cidades, principalmente, os cidadãos precisam de opções para deslocamento, mas os transportes públicos deixam a desejar[,][.] Além de terem uma cobrança de taxa não condizente com a renda mensal de grande parcela da  população, são poucos, o que contribui com uma viagem demorada e estressante. Em São Paulo, por exemplo, a maior cidade brasileira conta com congestionamentos diariamente, já que muitos optam por transportes privados, comprando automóveis para deslocar-se com qualidade[.] e com o Logo, o transporte público de qualidade isso pode ajudaria a diminuir esse problema[,] afinal, muitos optariam por usá-lo e isso impediria constantes congestionamentos,  melhorando a vida dos que lá vivem.
-O parágrafo carece de mais complementos, pois a passagem de um período a outro não justifica claramente as devidas conclusões.

[1]Com a diminuição da frota de carros de passeio e mais transportes públicos não existiriam mais tantas reclamações de quem chega atrasado ao trabalho ou à escola. Algumas pessoas desistem da vida de estudante por não ter condições de ir e voltar diariamente, por pagar caro. Além disso, quanto menos carro[s], mais saúde, pois diminui a poluição, e emissão de dióxido de carbono, o que evita a poluição e o contribuído para o efeito estufa.
1ª Você nem esclareceu isso no parágrafo anterior.
-O parágrafo tem uma boa discussão, mas as informações citadas aqui, por dependerem das ideias anteriores, precisam de mais apoio.

Diante do exposto,  [1]um meio de condução é necessário[,][.][2]Assim, é preciso mais investimentos, responsabilidade e mais compromissos com os brasileiros. É direito do cidadão, e quanto mais barato, mais pessoas terão acesso[s] aos serviços, contribuindo assim para um desenvolvimento melhor da população.
1ª (???) Já tem condução, o que falta é qualidade.
2ª Quem deve oferecer isso?
-A tua conclusão é muito confusa.


Comentários Gerais:
Caro membro, o texto apresenta excelentes ideias, mas você não soube trabalhá-las. Muitos trechos precisam de mais apoio, complementos. Acho que se você prestasse mais atenção nas sentenças, provavelmente teria um 10 seguro! No entanto, ocorreram vários deslizes.


Nota: 6,5 pontos (de 0 a 10)
-Baseado nos métodos do ENEM, mas acredito que em um concurso a nota pode ser um pouco menor.


RECOMENDAÇÕES DO FÓRUM:

1-) O MEMBRO DO FOGE PODE POSTAR 1 (UM) TEXTO POR SEMANA;
2-) POSTAR A COLETÂNEA (SE POSSÍVEL) E TEMA (OBRIGATORIAMENTE), REFERENTES AO TEXTO A SER CORRIGIDO;
3-) ENTRE OS PARÁGRAFOS, PULAR 1 LINHA, A FIM DE FACILITAR A CORREÇÃO DOS CORRETORES;
4-) SE O TEXTO JÁ FOI CORRIGIDO, E O MEMBRO, AINDA ASSIM, QUISER CONTRA-ARGUMENTAR OU SOLICITAR O ESCLARECIMENTO DE ALGUMA DÚVIDA, MANDE UMA MENSAGEM PRIVADA AO CORRETOR DE SEU TEXTO JUNTAMENTE COM O LINK DO TEXTO EM QUESTÃO;
5-) AO POSTAR O TEXTO, EVITE RESPONDÊ-LO, POIS OS CORRETORES DÃO PREFERÊNCIA AOS TEXTOS QUE NÃO APRESENTAM RESPOSTAS (ZERO RESPOSTA).

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