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O agronegócio e o problema da segurança alimentar no Brasil

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Resolvido O agronegócio e o problema da segurança alimentar no Brasil

Mensagem por Huender Cardoso em Seg 01 Ago 2016, 23:58

Textos motivadores base:


Texto 1 




(…) O agronegócio brasileiro não se preocupa em produzir alimentos para o Brasil. E isso fica muito claro quando olhamos a mudança na utilização das terras no país. Nos últimos 25 anos, houve uma diminuição profunda na área destinada à plantação dos alimentos básicos do nosso cardápio. A área de produção de arroz reduziu 44% (quase metade a menos), e a mandioca recuou 20%
A área plantada com feijão diminuiu 36% desde 1990, enquanto a população aumentou 41%. Apesar de ter havido um aumento na produtividade, a diminuição da área deixa a colheita mais vulnerável e suscetível a variações climáticas como estamos vendo agora. (…) O agronegócio ameaça a soberania alimentar no Brasil. Ao deixar de plantar comida para plantar mercadorias, ficamos extremamente dependentes do mercado externo, e vulneráveis às mudanças climáticas.
(Adaptado de TYGEL, A. O golpe ruralista e o preço do feijão. In: Caros Amigos. 30 de junho. Disponível em http://www.carosamigos.com.br/index.php/artigos-e-debates/7234-o-golpe-ruralista-e-o-preco-do-feijao)
 Texto 2
De acordo com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão consultivo ligado à Presidência da República, a concretização da segurança alimentar “consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis”. (Disponível em http://www.epsjv.fiocruz.br/noticias/reportagem/agronegocio-nao-garante-seguranca-alimentar)
 Texto 3
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), é a agricultura familiar a grande responsável pela alimentação da população brasileira, garantindo em torno de 70% do que é consumido. “É a agricultura familiar que produz feijão, arroz, leite, verdura, é a produção diversificada que consumimos todos os dias. Tem uma importância muito forte para a segurança alimentar e também para a soberania alimentar”, afirma o secretário nacional de agricultura familiar do MDA Laudemir Muller. Ele diz que a produção da agricultura familiar tem crescido muito, acompanhando o consumo de alimentos, que também aumentou. Laudemir explica que a soberania alimentar também é garantida com este modelo de agricultura. “É a agricultura familiar que preserva as tradições, que tem uma produção diversificada, que mantêm a tradição das sementes. Então, na escolha do que nós comemos, a agricultura familiar é o grande bastião dessa diversidade, seja dos povos da floresta, do cerrado, dos grupos de mulheres”, comenta.
Entretanto, dados do próprio Consea mostram que o agronegócio cresce mais do que a agricultura familiar e, de acordo os participantes da Oficina Territorial de Diálogos e Convergências do Norte de Minas , este modelo de produção tem ameaçado a segurança e a soberania alimentar do país por vários motivos. Entre os problemas do agronegócio estão a concentração de terras e a consequentemente a diminuição das áreas destinadas à agricultura familiar; a baixa diversidade de produção, pois há regiões inteiras com apenas uma espécie plantada – como as monoculturas de eucalipto, cana de açúcar e soja; e a utilização de tecnologias como a dos agrotóxicos e transgênicos, que apresentam um risco para a saúde. 
Um relatório do Consea lançado no final de 2010, que avalia desde a Constituição de 1988 até a atualidade a segurança alimentar e nutricional e o direito humano à alimentação adequada no Brasil, apresenta dados que confirmam este problema. De acordo com o estudo, o ritmo de crescimento da produção agrícola destinada à exportação é muito maior do que para o consumo interno. “A área plantada dos grandes monocultivos avançou consideravelmente em relação à área ocupada pelas culturas de menor porte, mais comumente direcionadas ao abastecimento interno. (Disponível em http://www.epsjv.fiocruz.br/noticias/reportagem/agronegocio-nao-garante-seguranca-alimentar)
    Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa e não ultrapassar 30 linhas, dando sua opniao sobre como o agronegócio influi na segurança alimentar brasileira.

REDAÇÃO 


Mc Donald’s, Bob’s e outras grandes multinacionais alimentícias viram seu lucro se elevar ao instalar-se no Brasil. Em contrapartida, a produção de alimentos nacionais voltados para o abastecimento das necessidades da população caíram consideravelmente, enquanto as exportações só cresceram. Tal comparação, intensificada no período pós-guerra fria, constata a real carência nutricional e de segurança alimentícia pelo detrimento de importância ao comparar o mercado externo e interno brasileiro.

Deste modo, com a ascensão capitalista ao final da segunda grande guerra, o Brasil se viu pressionado a exportar suas produções a fim de manter competição e visibilidade no mercado externo mundial. Tanta preocupação em lucrar internacionalmente favoreceu que a áreas cultivadas fossem crescendo, refletindo na sua producao agrícola e tornando-a sétima maior economia mundial. Todavia, países que são importadores – como a China – exigem padrões de qualidade pré-estabelecidos, determinando a baixa qualidade da produção que é voltada para a população nacional.

Porém, devido as recentes mudanças climáticas e as grandes diferenças características regionais, necessitou-se de plantas mais resistentes as intemperes naturais. Tal demanda, impulsionou a maior aceitação e avanços nas transformações gênicas de plantas, inserindo de vez os transgênicos nas lavouras. Contudo, pelo fato de serem fruto de modificações genéticas e não haver reprodução de suas sementes, implica-se uma renovação de sementes interminavelmente. Também, não há estudos comprovados da não-maleficência do seu consumo, o que gera um novo debate sobre sua aplicação no âmbito da saúde coletiva.

Portanto, para resolver tais questões, medidas devem ser tomadas. O governo, com o apoio de sindicatos e empresas envolvidas no agronegócio, deve criar um consenso da quantia que deverá ser exportada e da investida no mercado externo, aliada a incentivos para tal atuação. Também, maior estudos dos impactos do uso dos transgênicos para saúde dos consumidores, com laboratórios confiáveis indicados pelo governo e também disponibilização de palestras e cursos orientando a agricultores sobre as sementes utilizadas em suas práticas de producao. Tais medidas serão necessárias para amenizar os impactos já produzidos no cenário nacional.

Correção nos critérios ENEM 
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Huender Cardoso
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Resolvido Re: O agronegócio e o problema da segurança alimentar no Brasil

Mensagem por Vinicius Otoni em Sab 06 Ago 2016, 14:57

Caro Membro,

O seu texto está de acordo com as regras e recomendações propostas pelo Clube: http://www.clubedosestudantes.com/t1617-orientacoes-para-postar-o-seu-texto

Aqui no site, é permitida a Correção Colaborativa, ou seja, os membros podem corrigir as redações um dos outros. De qualquer forma, os nossos corretores oficiais irão avaliar o seu texto. Demais membros: gentileza ficarem à vontade para opinar sobre essa redação, antes e após a correção oficial!

Texto liberado para correção!

Atenciosamente,
Vinicius Otoni.

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Resolvido Re: O agronegócio e o problema da segurança alimentar no Brasil

Mensagem por Juliana Gavassi em Qui 11 Ago 2016, 02:51

Olá,


Segue a versão gratuita de correção. Para uma correção mais detalhada, será necessário adquirir um Serviço Premium que está disponível na Loja do Estudante. Agora, você pode ter uma correção detalhada + explicações e instruções para melhorar a escrita por meio do skype ou hangouts + e-book de Redação + Videoaulas de redação + Bônus. Acesse a Loja do Estudante e escolha o melhor pacote de correção para você.




COMPETÊNCIA
CRITÉRIOS (níveis)
 
 
 


I
Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita
0. Demonstra desconhecimento da norma padrão, de escolha de registro e de convenções da escrita
1. Demonstra domínio insuficiente da norma padrão, apresentando graves e frequentes desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita.
2. Demonstra domínio mediano da norma padrão, apresentando muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita.
3. Demonstra domínio adequado da norma padrão, apresentando alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita.
4. Demonstra bom domínio da norma padrão, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
5. Demonstra excelente domínio da norma padrão, não apresentando ou apresentando escassos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
 
 


II
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
0. Foge ao tema proposto.
1. Desenvolve de maneira tangencial o tema ou apresenta inadequação ao tipo textual dissertativo- argumentativo.
2. Desenvolve de forma mediana o tema a partir de argumentos do senso comum, cópias dos textos motivadores ou apresenta domínio precário do tipo textual dissertativo-argumentativo.
3. Desenvolve de forma adequada o tema, a partir de argumentação previsível e apresenta domínio adequado do  tipo
textual dissertativo-argumentativo.

4. Desenvolve bem o tema a partir de argumentação consistente e apresenta bom domínio do tipo textual dissertativo-argumentativo.
5. Desenvolve muito bem o tema com argumentação consistente, além de apresentar excelente domínio do tipo textual
dissertativo-argumentativo, a partir de um repertório sociocultural produtivo.

 
 
 


III
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
0. Não defende ponto de vista e apresenta informações, fatos, opiniões e argumentos incoerentes.
1. Não defende ponto de vista e apresenta informações, fatos, opiniões e argumentos pouco relacionados ao tema.
2. Apresenta informações, fatos e opiniões, ainda que pertinentes ao tema proposto, com pouca articulação e/ou com contradições, ou limita-se a reproduzir os argumentos constantes na proposta de redação em defesa de seu ponto de vista.
3. Apresenta informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto, porém pouco organizados e relacionados de forma pouco consistente em defesa de seu ponto de vista.
4. Seleciona, organiza e relaciona informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto de forma consistente, com indícios de autoria, em defesa de seu ponto de vista.
5. Seleciona, organiza e relaciona informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto de forma consistente, configurando autoria, em defesa de seu ponto de vista.
 


IV
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
0. Apresenta informações desconexas, que não se configuram como texto.
1. Não articula as partes do texto ou as articula de forma precária e/ou inadequada.
2. Articula as partes do texto, porém com muitas inadequações na utilização dos recursos coesivos.
3. Articula as partes do texto, porém com algumas inadequações na utilização dos recursos coesivos.
4. Articula as partes do texto, com poucas inadequações na utilização de recursos coesivos.
5. Articula as partes do texto, sem inadequações na utilização dos recursos coesivos.
 


V
Elaborar proposta de solução para o problema abordado, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
0. Não elabora proposta de intervenção.
1. Elabora proposta de intervenção tangencial ao tema ou a deixa subentendida no texto.
2. Elabora proposta de intervenção de forma precária ou relacionada ao tema mas não articulada com a discussão desenvolvida no texto.
3. Elabora proposta de intervenção relacionada ao tema mas pouco articulada à discussão desenvolvida no texto.
4. Elabora proposta de intervenção relacionada ao tema e bem articulada à discussão desenvolvida no texto.
5. Elabora proposta de intervenção relacionada ao tema e bem articulada à discussão desenvolvida em seu texto, com detalhamento.
Aspectos considerados na avaliação de cada competência





Comp. Ia)  Adequação ao registro
•   Grau de formalidade
•   Variedade linguística adequada ao tipo de texto e à situação de
interlocução.
b) Norma gramatical
•  Sintaxe de concordância, regência e colocação
•  Pontuação
•  Flexão
c) Convenções da escrita
•  Escrita das palavras (ortografia, acentuação)
•  Maiúsculas/minúsculas
Comp. IIa) Tema
•  Compreensão da proposta
•  Desenvolvimento do tema a partir de um projeto de texto.
b) Estrutura
•   Encadeamento das partes do texto
•   Progressão temática
 
Comp. IIIa) Coerência textual (organização do texto quanto à sua lógica in- terna e externa)b) Argumentatividadec)  Indícios de autoria
•  Presença de marcas pessoais manifestas no desenvolvimento temático e na organização textual.
Comp. IVa)  Coesão lexical
•  Adequação no uso de recursos lexicais, tais como: sinônimos, hiperônimos, repetição, reiteração etc.
b) Coesão gramatical

• Adequação no emprego de conectivos, tempos verbais, pontuação, sequência temporal, relações anafóricas, conectores intervocabulares, interparágrafos etc.
 
Comp. VCidadania ativa com proposta solidária, compartilhada e inovadora.  
NOTA: 920 Pontos em 1000 possíveis



Correção detalhada + explicações e instruções para melhorar a escrita por meio do skype ou hangouts + e-book de Redação + Videoaulas de redação + Bônus. Acesse a Loja do Estudante e escolha o melhor pacote de correção para você.

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