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Mobilidade Urbana no século XXI: o ir e vir em questão na sociedade brasileira

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Resolvido Mobilidade Urbana no século XXI: o ir e vir em questão na sociedade brasileira

Mensagem por WalMenezes em Qui 27 Out 2016, 18:19

Texto I 

Os movimentos e protestos populares a que o Brasil assistiu nos meses de junho e julho de 2013 trouxeram à tona a questão da mobilidade urbana e da acessibilidade, que está implicada (e diretamente) na formação e construção da identidade do indivíduo. Chaves na sociabilização dos habitantes de uma cidade, elas propiciam o acesso a seus recursos mais importantes: o capital social, cultural e econômico. Assim, o direito à cidade é um dos direitos maiores das sociedades modernas. Uma das condições decisivas para que a acessibilidade aos bens urbanos se efetive é a mobilidade urbana, algo que vai além de transportes e da mera funcionalidade da cidade. A mobilidade urbana não deve ser pensada apenas pelo viés técnico, como área de domínio dos engenheiros especializados, pois não se trata apenas de ofertar meios de transporte para uma demanda de circulação, instalando equipamentos e tecnologias. É a cidade que precisa ser pensada em conexão com a questão da mobilidade e, de fato, isso não ocorre no Brasil. Uma questão-chave que precisa ser compreendida: a cidade condiciona as formas de mobilidade, como as condições de mobilidade influem sobre a cidade. Conectar as dimensões nos leva a perguntar: que mobilidade para qual tipo de cidade? A forma da cidade, morfologia urbana, não pode ser abstraída quando se pensa a mobilidade urbana. Mas, por incrível que pareça, tudo o que acompanhamos sobre as questões relativas à mobilidade urbana das cidades brasileiras ignora essa relação.

 Disponível em: http://www.cartanaescola.com.br/single/show/157.

 Texto 2 

O trânsito se tornou uma das maiores dores de cabeça para a população. O acúmulo de veículos nas ruas causa prejuízos, estresse, acidentes e poluição, e tende a piorar nos próximos anos, caso não sejam adotadas políticas mais eficientes. O problema agravou-se nas últimas décadas graças à concentração de pessoas nas cidades, à falta de planejamento urbano, aos incentivos à indústria automotora e ao maior poder de consumo das famílias. Isso tudo provocou o que os especialistas chamam de crise de mobilidade urbana, que acontece quando o Estado não consegue oferecer condições para que as pessoas se desloquem nas cidades. Segundo o relatório “Estado das Cidades da América Latina e Caribe”, 80% da população latino-americana vive em centros urbanos e 14% (cerca de 65 milhões) habita metrópoles como Este conteúdo pertence ao Descomplica. É vedada a cópia ou a reprodução não autorizada previamente e por escrito. Todos os direitos reservados. Tema de Redação Semana 4 – de 21/08 a 27/08 São Paulo e Cidade do México. Ocorre que esse aumento contínuo da população urbana não foi acompanhado de políticas de urbanização e infraestrutura que resolvessem questões como moradia e transporte. A má qualidade do transporte público e o incentivo ao consumo faz a população optar pelo transporte individual. De acordo com o Observatório das Metrópoles, a frota de veículos nas metrópoles brasileiras dobrou nos últimos dez anos, com um crescimento médio de 77%. Os dados revelam que o número de automóveis e motocicletas nas 12 principais capitais do país aumentou de 11,5 milhões para 20,5 milhões, entre 2001 e 2011. Esses números correspondem a 44% da frota nacional. 

Trecho disponível em http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/ atualidades/mobilidadeurbana-como-solucionar-o-problema-do-transito-nas-metropoles.htm 

As implicações da ineficácia da mobilidade urbana no Brasil



Desde o início do processo de urbanização do Brasil no século XX, a população nas cidades tem crescido de maneira desenfreada. Entretanto, esse crescimento não foi acompanhado pela criação de um planejamento urbano eficiente que suprisse a demanda por transporte. A precariedade do transporte público aliada ao estímulo do consumo e ao aumento do poder aquisitivo do brasileiro faz com que muitos optem pela compra de automóveis particulares, o que configura numa superlotação de veículos nas ruas e avenidas, gerando um verdadeiro caos no trânsito das grandes cidades.

O problema da ineficácia da mobilidade urbana no país tem acarretado consequências desastrosas, como o aumento do estresse da população e acidentes de trânsito, fatores que estão diretamente associados ao elevado índice de pessoas acometidas pela depressão no Brasil, que ocupa o primeiro lugar no ranking mundial neste quesito. O impacto ambiental que a emissão de gases poluentes pelos inúmeros veículos provoca é outro fator relevante quando se trata de mobilidade urbana, que contribui para a poluição atmosférica e ocorrência de fenômenos como a inversão térmica (típica de centros urbanos).
Além disso, o congestionamento consome uma grande parcela do tempo de quem depende de transporte, público ou privado, para se locomover diariamente até os locais de trabalho e/ou estudo. Em cidades como São Paulo por exemplo, o tempo médio gasto em congestionamentos é superior a uma hora por dia, tempo este que poderia ser utilizado para a realização de atividades de lazer e socialização. Assim como esse grande desperdício de tempo, a falta de meios de transporte público de qualidade, com tarifas justas, e de um sistema de mobilidade urbana eficiente também atua como um elemento segregador na medida que dificulta a acessibilidade da população aos espaços culturais e espaços de lazer, o que torna essa situação um fator de exclusão social para muitas pessoas.


Portanto, a questão da mobilidade urbana deve ser entendida como algo diretamente relacionado à qualidade de vida dos habitantes das cidades, já que influência na saúde, socialização, meio ambiente, disponibilidade de tempo livre e acessibilidade às instalações culturais e de lazer dos mesmos. Para solucionar o problema da ineficiência da mobilidade urbana, torna-se necessário que o governo invista ainda mais em meios de transportes alternativos (ciclovias, hidrovias, metrôs, etc), criando condições para que estes possam contar com a segurança e a infraestrutura apropriados. Para a otimização do espaço, deve-se investir também na qualidade do transporte público coletivo o que diminuiria significativamente a quantidade de automóveis nas ruas. É cabível ainda adotar medidas como o pedágio urbano e os chamados "rodízios de automóveis".



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WalMenezes
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Resolvido Re: Mobilidade Urbana no século XXI: o ir e vir em questão na sociedade brasileira

Mensagem por Juliana Gavassi em Sab 19 Nov 2016, 04:41

Olá,


Segue a versão gratuita de correção. Para uma correção mais detalhada, será necessário adquirir um Serviço Premium que está disponível na Loja do Estudante. Agora, você pode ter uma correção detalhada + explicações e instruções para melhorar a escrita por meio do skype ou hangouts + e-book de Redação + Videoaulas de redação + Bônus. Acesse a Loja do Estudante e escolha o melhor pacote de correção para você.




COMPETÊNCIA
CRITÉRIOS (níveis)
 
 
 


I
Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita
0. Demonstra desconhecimento da norma padrão, de escolha de registro e de convenções da escrita
1. Demonstra domínio insuficiente da norma padrão, apresentando graves e frequentes desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita.
2. Demonstra domínio mediano da norma padrão, apresentando muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita.
3. Demonstra domínio adequado da norma padrão, apresentando alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita.
4. Demonstra bom domínio da norma padrão, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
5. Demonstra excelente domínio da norma padrão, não apresentando ou apresentando escassos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
 
 


II
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
0. Foge ao tema proposto.
1. Desenvolve de maneira tangencial o tema ou apresenta inadequação ao tipo textual dissertativo- argumentativo.
2. Desenvolve de forma mediana o tema a partir de argumentos do senso comum, cópias dos textos motivadores ou apresenta domínio precário do tipo textual dissertativo-argumentativo.
3. Desenvolve de forma adequada o tema, a partir de argumentação previsível e apresenta domínio adequado do  tipo
textual dissertativo-argumentativo.

4. Desenvolve bem o tema a partir de argumentação consistente e apresenta bom domínio do tipo textual dissertativo-argumentativo.
5. Desenvolve muito bem o tema com argumentação consistente, além de apresentar excelente domínio do tipo textual
dissertativo-argumentativo, a partir de um repertório sociocultural produtivo.
 
 
 


III
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
0. Não defende ponto de vista e apresenta informações, fatos, opiniões e argumentos incoerentes.
1. Não defende ponto de vista e apresenta informações, fatos, opiniões e argumentos pouco relacionados ao tema.
2. Apresenta informações, fatos e opiniões, ainda que pertinentes ao tema proposto, com pouca articulação e/ou com contradições, ou limita-se a reproduzir os argumentos constantes na proposta de redação em defesa de seu ponto de vista.
3. Apresenta informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto, porém pouco organizados e relacionados de forma pouco consistente em defesa de seu ponto de vista.
4. Seleciona, organiza e relaciona informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto de forma consistente, com indícios de autoria, em defesa de seu ponto de vista.
5. Seleciona, organiza e relaciona informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto de forma consistente, configurando autoria, em defesa de seu ponto de vista.
 


IV
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
0. Apresenta informações desconexas, que não se configuram como texto.
1. Não articula as partes do texto ou as articula de forma precária e/ou inadequada.
2. Articula as partes do texto, porém com muitas inadequações na utilização dos recursos coesivos.
3. Articula as partes do texto, porém com algumas inadequações na utilização dos recursos coesivos.
4. Articula as partes do texto, com poucas inadequações na utilização de recursos coesivos.
5. Articula as partes do texto, sem inadequações na utilização dos recursos coesivos.
 


V
Elaborar proposta de solução para o problema abordado, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
0. Não elabora proposta de intervenção.
1. Elabora proposta de intervenção tangencial ao tema ou a deixa subentendida no texto.
2. Elabora proposta de intervenção de forma precária ou relacionada ao tema mas não articulada com a discussão desenvolvida no texto.
3. Elabora proposta de intervenção relacionada ao tema mas pouco articulada à discussão desenvolvida no texto.
4. Elabora proposta de intervenção relacionada ao tema e bem articulada à discussão desenvolvida no texto.
5. Elabora proposta de intervenção relacionada ao tema e bem articulada à discussão desenvolvida em seu texto, com detalhamento.
Aspectos considerados na avaliação de cada competência





Comp. Ia)  Adequação ao registro
•   Grau de formalidade
•   Variedade linguística adequada ao tipo de texto e à situação de
interlocução.
b) Norma gramatical
•  Sintaxe de concordância, regência e colocação
•  Pontuação
•  Flexão
c) Convenções da escrita
•  Escrita das palavras (ortografia, acentuação)
•  Maiúsculas/minúsculas
Comp. IIa) Tema
•  Compreensão da proposta
•  Desenvolvimento do tema a partir de um projeto de texto.
b) Estrutura
•   Encadeamento das partes do texto
•   Progressão temática
 
Comp. IIIa) Coerência textual (organização do texto quanto à sua lógica in- terna e externa)b) Argumentatividadec)  Indícios de autoria
•  Presença de marcas pessoais manifestas no desenvolvimento temático e na organização textual.
Comp. IVa)  Coesão lexical
•  Adequação no uso de recursos lexicais, tais como: sinônimos, hiperônimos, repetição, reiteração etc.
b) Coesão gramatical

• Adequação no emprego de conectivos, tempos verbais, pontuação, sequência temporal, relações anafóricas, conectores intervocabulares, interparágrafos etc.
 
Comp. VCidadania ativa com proposta solidária, compartilhada e inovadora.  
NOTA: 800 Pontos em 1000 possíveis



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Juliana Gavassi
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